segunda-feira, 1 de abril de 2013

Associação dos Atingidos

Atingidos pede ajuda a deputados para definir valor das indenizacoes



Na Segunda-feira (08), estiveram em Curitiba membros da ADAHBI (Associação dos Atingidos da Hidrelétrica do Baixo Iguaçu), representados pelo presidente Plinio Pedro Primo, o Vice-Secretário Alaor Zeniewicz, Alaercio Natal Sartori e o Vereador Marcelo Primo do Município de Capitão Leônidas Marques, para discutir junto com os deputados Nelson Luersen (PDT) e o Presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Deputado Valdir Rossoni (PSDB), sobre os valores das indenizações para os atingidos da Hidrelétrica do Baixo Iguaçu.

Segundo os membros da ADAHBI, o valor oferecido pela Neoenergia, holding que venceu leilão para a construção da hidrelétrica, é considerado muito abaixo do praticado na região. Deve ser levado em consideração não somente o valor real da propriedade (terra e benfeitorias), mas também às questões sociais relacionadas aos transtornos, devendo haver compensação por tudo isso.

De acordo com o vereador Marcelo Primo, em entrevista dada para a equipe do Portal Viva CLM, essa visita a Curitiba teve como foco o valor das indenizações, porém outros aspectos a foram discutidos como os benefícios que o município de Capitão Leonidas Marques poderá receber com a construção da Usina, já que terá uma aumento do fluxo de pessoas e consequentemente precisará um trabalho para melhorar toda a sua infraestrutura.

Outro empecilho encontrado pela ADAHBI, é a falta de comunicação com a Neoenergia, já que nas reuniões realizadas com membros da empresa, nenhum tinha poder de decisão, para definir por exemplo, o valor das indenizações, o que acaba por adiar cada fez mais essa discussão.

Os Deputados Nelson Luersen e Rossoni se comprometeram em convidar os responsáveis pelas indenizações para uma reunião, para que tragam maiores informações e esclarecimentos, oportunidade em que também estarão presentes membros da ADAHBI.

Ao todo serão 359 famílias atingidas pela usina, destas a maioria é de Capitão – 189. Em Capanema serão 92 famílias, Realeza 56, Planalto 14 e Nova Prata do Iguaçu 8.

Usina Hidrelétrica do Baixo Iguaçu

A Hidrelétrica do Baixo Iguaçu terá capacidade instalada de 361 megawatts, suficiente para abastecer uma cidade com um milhão de habitantes. O custo da obra está estimado em R$ 1,5 bilhão. A previsão é de que as obras sejam concluídas em prazo de até quatro anos, dando ocupação, em seu auge, a cerca de 3,5 mil trabalhadores.
Reunião realizada por membros do ADAHBI em Curitiba (Foto: Divulgação Nelson Luersen)
Fonte: http://www.vivaclm.com.br - Felipe Staudt

quinta-feira, 28 de março de 2013

Governado do PR

Beto Richa foi a garantia de que a usina Baixo Iguaçu seja construída em Capanema.
“É uma decisão inadiável do nosso governo.” A obra era para ter começado em 2007, mas alguns problemas judiciais e a troca da direção da Neoenergia, que ganhou a licitação para explorar a usina, atrasaram o processo. Em breve, o projeto será encaminhado para a Assembleia Legislativa para aprovar a licença ambiental de instalação.

“Vamos fazer uma revolução em Capanema. O município já sofreu demais no passado e não pode mais ser assim”, disse o deputado Ademar Traiano (PSDB), líder do governo.
jornaldebeltrao.com.br Adolfo Pegoraro

Odebrecht Infraestrutura firma contrato para construir a Hidrelétrica Baixo Iguaçu

O projeto contempla obras civis, instalação de equipamentos eletromecânicos e montagem. Localizada no Rio Iguaçu, nos municípios Capitão Leônidas Marques e Capanema, no Estado do Paraná, a usina terá 350 MW de potência instalada.

terça-feira, 19 de março de 2013

Comissão de Ecologia e Meio Ambiente da Assembleia Legislativa.

O deputado estadual Caito Quintana, do PMDB, foi eleito nesta segunda-feira, por unanimidade, novo presidente da Comissão de Ecologia e Meio Ambiente da Assembleia Legislativa.
Segundo o deputado sua indicação é importante para a questão ambiental das regiões Oeste e Sudoeste, que representa na Casa, e principalmente pela proximidade do início das obras da Usina do Baixo Iguaçu, no Rio Iguaçu, entre Capanema e Capitão Leônidas Marques.
Caíto substitui na presidência da Comissão o deputado Luiz Eduardo Cheida que na semana assumiu a Secretaria Estadual do Meio Ambiente
Crédito: Anieele Nascimento/Gazeta do Povo

terça-feira, 5 de março de 2013

TCU aprova último estágio de fiscalização do leilão

O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou o quarto e último estágio do processo de acompanhamento do leilão realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em 30 de setembro de 2008, referente à compra de energia elétrica a ser produzida pela usina de Baixo Iguaçu, localizada no Rio Iguaçu, nos municípios paranaenses de Capanema e Capitão Leônidas Marques. O empreendimento foi arrematado pela Neoenergia. 
O primeiro, segundo e terceiro estágios do Leilão Aneel 3/2008, foram aprovados pelo TCU em fiscalizações anteriores. A assinatura do contrato de concessão com a empresa vencedora ocorreu em 20 de agosto de 2012. O instrumento contratual define que a potência instalada mínima da usina deve ser 350,20 MW, e a concessionária deverá recolher à União o pagamento anual pelo uso do bem público de R$ 1.150.925,76. O prazo da concessão é de 35 anos, sem previsão de prorrogação.

O TCU não constatou irregularidades nas etapas até então analisadas do leilão, realizado pela Aneel.
jornaldaenergia.com.br

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Impasse no valor de indenizações

Um impasse nas negociações de indenização das áreas que serão inundadas pela represa da Usina do Baixo Iguaçu coloca o empreendimento em risco. O problema está no valor oferecido pela Neoenergia, holding que venceu leilão para a construção da hidrelétrica, e na soma que as famílias de atingidos querem receber. Caso a empresa não pague o que eles consideram justo, diretores da Adahabi, a Associação dos Atingidos da Usina Hidrelétrica do Baixo Iguaçu, ela não entrará nas terras e a obra não sairá.
O presidente da Adahabi, Plínio Pedro Primo, informa que as negociações estão suspensas, já que o valor oferecido pela Neoenergia está muito abaixo daquilo que é almejado e do preço de mercado não só das terras, mas também das benfeitorias. “O valor justo que os atingidos esperam receber é o de mercado das terras e das benfeitorias, acrescido de compensação pelos transtornos, já que a maioria perderá apenas uma pequena parte de suas áreas e, se quiserem continuar a produzir, terão de adquirir outras distantes de suas propriedades, onde terão de construir nova estrutura de produção”.
O valor oferecido pela Neoenergia (revelado apenas às pessoas diretamente envolvidas com a questão) é considerado muito abaixo daquele praticado na região. O vice-presidente da Associação dos Atingidos, Nerei Alberto Bernardi, lembra que quando da realização das oficinas e das audiências púbicas sobre o tema ficou estabelecido que, em caso de construção da usina, o vencedor do leilão, dono do empreendimento, deveria proceder indenização justa aos atingidos. Para tanto, levaria em consideração não somente o valor real da propriedade (terra e benfeitorias), mas também as questões social e relacionada aos transtornos, devendo haver compensação por tudo isso. 

359 famílias

De acordo com o Rima, Relatório de Impacto Ambiental, o número de famílias atingidas pelo futuro empreendimento será de 359. O total da área a ser indenizada é de 13,59 quilômetros quadrados. Considerando a área do rio Iguaçu que será empregada na execução da obra e formação do lago, a soma chegará aos 31 quilômetros quadrados. A Adahabi, associação sem fins lucrativos, foi criada em 2004 para defender os interesses dos atingidos da Usina do Baixo Iguaçu.
Jean Paterno
Área em que deverá ser construída a barragem da futura Usina Hidrelétrica do Baixo Iguaçu: obra custará R$ 1,6 bilhão

Hidrelétrica vai custar R$ 1,6 bilhão 

A Usina Hidrelétrica do Baixo Iguaçu é um dos empreendimentos previstos no PAC, o Programa de Aceleração do Crescimento, lançado ainda à época em que o presidente era Luiz Inácio Lula da Silva. As questões burocráticas entorno das obras se arrastam há cerca de oito anos. O investimento na estrutura é de R$ 1,6 bilhão e no auge dos trabalhos a previsão é de ocupar a força de trabalho de cerca de três mil pessoas.
Diante de vários questionamentos ambientais, o projeto da hidrelétrica é considerado um modelo em preservação. Em proporção ao volume de energia que deverá ser gerado, suficiente para abastecer cidade com um milhão de habitantes, o lago da hidrelétrica será um dos menores do País. Conforme acordo assinado pela Neoenergia com o Ministério de Minas e Energia, o início da produção deverá ocorrer em 2016.

Holding 


A Neoenergia, empresa com sede no Rio de Janeiro, é uma holding que tem como acionistas a Previ, Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil, o Grupo Iberdrola – empresa espanhola - e o Banco do Brasil Investimentos